Primavera começa nesta quarta-feira sem chuvas e com grande amplitude térmica
Criado em 21/09/2021 13:57
Estação será influenciada pelo fenômeno climático La Niña
A primavera começa às 16h21 desta quarta-feira - 22 de setembro - e termina em 21 de dezembro às 12h59. Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia da estação será parcialmente nublado nas regiões Oeste, Noroeste, Norte, Norte Pioneiro, Sul, Sudoeste, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. As temperaturas devem variar entre 6 ºC em Agudos do Sul, Piên e Rio Negro e 33 ºC em Umuarama. Nas áreas próximas da divisa com Santa Catarina, nos Campos Gerais, no Litoral e na Capital, as temperaturas máximas ficam entre 17 ºC e 20 ºC.
“Para os próximos meses estão previstas variações bruscas da temperatura do ar em curtos períodos devido à passagem de frentes frias sobre o Paraná”, afirma o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. De modo geral, nos períodos secos, o rápido aquecimento diurno formará ondas de calor, sobretudo nas faixas Norte e Oeste. Além disso, massas de ar frio e sistemas de precipitação deslocando-se lentamente nas proximidades da Costa Sul do Brasil manterão as temperaturas amenas na Região Leste, entre Curitiba e as praias. No litoral, a temperatura média do ar e o regime de chuvas seguirão os padrões climatológicos da estação. Nas demais regiões, a temperatura média do ar tende a ficar entre próxima e acima da média. Já as chuvas devem manter-se abaixo da normal climatológica.
LA NIÑA – O conjunto dos modelos climáticos indica a probabilidade elevada de ocorrência do fenômeno La Niña nas águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo da primavera. O resfriamento da temperatura da superfície das águas altera os padrões globais de chuvas e temperaturas.
O meteorologista observa que o aumento gradual do volume de chuvas e das temperaturas médias são próprios da estação: “Aglomerados de nuvens de tempestade denominados Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) costumam formar-se na região do Paraguai ou no próprio território paranaense”, explica. Os maiores valores de temperaturas mínimas e máximas ocorrem habitualmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral. Já as chuvas são causadas pelas frentes frias e/ou quentes e outros sistemas de curta duração que se desenvolvem em função das altas temperaturas e da maior quantidade de umidade no ar no Estado e em áreas próximas, como Paraguai, norte da Argentina e estados vizinhos.
Por ser uma estação de transição entre os regimes climáticos do inverno e do verão, a primavera favorece eventos meteorológicos severos como fortes rajadas de ventos, granizo, chuvas volumosas e grande quantidade de raios, que só podem ser detectados em curto prazo. O Simepar faz o monitoramento sistemático das condições do tempo e emite alertas com antecedência de poucas horas, possibilitando a adoção de medidas de prevenção e mitigação dos efeitos na sociedade. Para receber esses alertas no celular, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o número 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).
AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Heverly Morais, alerta para os impactos da crise hídrica e dos eventos meteorológicos extremos sobre a agricultura e a pecuária no contexto das altas temperaturas previstas para a primavera.
“As grandes culturas como soja, milho e feijão podem sofrer atraso na semeadura, germinação desuniforme da lavoura, crescimento inadequado das plantas e mau desenvolvimento dos grãos”, afirma. Ela recomenda ao produtor escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes, manter o equilíbrio nutricional das plantas, utilizar sementes de boa qualidade, bem como não empregar população superior à indicada. Para melhorar a estrutura do solo e o armazenamento da água no sistema, sugere o cultivo e a incorporação de plantas de cobertura em sistema de plantio direto. “Essa técnica melhora os atributos físicos e químicos do solo, favorece o aumento de infiltração da água, aprofunda as raízes da cultura, reduz a temperatura e a evaporação do solo e mantém a água disponível para as plantas em períodos de estiagem fraca e moderada”, explica a pesquisadora.
Culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas correm alto risco de serem prejudicadas pela má distribuição das chuvas ao longo da estação. Além disso, as altas temperaturas podem afetar as hortaliças, sobretudo as folhosas. As olerícolas precisarão de muita água de irrigação – um desafio diante dos baixos níveis dos mananciais como rios, riachos, lagos e nascentes.
TABELA - Valores das médias mensais históricas da faixa de variação da chuva, temperaturas mínimas e máximas por região do Paraná nos meses de outubro, novembro e dezembro
Entrevistas: Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br - Meteorologista Reinaldo Kneib
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18/6/21
Simepar prevê inverno com ondas de ar frio e seco, pouca chuva, muito nevoeiro e alguns veranicos
Geadas devem ocorrer nas regiões mais altas do Paraná ao longo da estação
O inverno começa às 0h32 desta segunda-feira - 21 de junho - e termina à 16h21 do dia 22 de setembro. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no primeiro dia o tempo fica parcialmente nublado nas regiões Norte e Noroeste. Chuvas ocorrem a partir da tarde no Litoral, na Capital e nas regiões Central, Sul, Oeste e Sudoeste. O dia deve ser ensolarado no Norte Pioneiro e nublado em Guaíra e Campos Gerais. A temperatura mínima prevista é de 8 ºC em União da Vitória. A máxima deve atingir 26 ºC em Paranavaí e Jacarezinho.
“Para este inverno são esperadas ondas de ar frio e seco”, observa o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. Serão frequentes episódios de frio intenso por vários dias consecutivos, incluindo a formação de geada. Podem ocorrer alguns veranicos, períodos de tempo seco e quente mais frequentes a partir da segunda quinzena de agosto. O cenário climático indica que o volume de chuva ficará entre próximo e abaixo da normalidade, à exceção da Região Litorânea, que estará dentro do habitual. A temperatura média deve seguir o padrão típico da estação, exceto nos extremos Oeste e Norte: “Na fronteira com o Paraguai e nas divisas com Mato Grosso do Sul e São Paulo, as temperaturas devem variar de próximas a ligeiramente acima da normal climatológica”, afirma o meteorologista.
Os fenômenos El Niño e La Niña não se manifestam neste inverno. Após influenciar o clima nos últimos meses no Paraná, La Niña dissipou-se sobre o Oceano Pacífico Equatorial. Alguns modelos meteorológicos preveem um repique com fraca intensidade na primavera e no início do verão.
CARACTERÍSTICAS DA ESTAÇÃO – Julho e agosto são os meses mais secos no Paraná. A partir da segunda quinzena de setembro, começam as alterações no regime de chuvas típico de inverno, com o desenvolvimento de áreas de instabilidade causado pelo aquecimento mais acentuado da atmosfera entre o Centro-Oeste brasileiro e o Paraguai. A estação caracteriza-se ainda pelo ingresso de massas de ar frio e seco no território paranaense, causando quedas bruscas nas temperaturas num intervalo entre 24 e 48 horas. Associado a massas de ar de origem polar, o frio intenso favorece a formação de geadas em boa parte do Estado. Também é comum a ocorrência de nevoeiro.
AGROMETEOROLOGIA – Segundo a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar - Emater (IDR Paraná), Heverly Morais, “são sensíveis às baixas temperaturas e vulneráveis às geadas as mudas em viveiros e as lavouras de café com até dois anos, bem como as frutíferas tropicais recém-plantadas e as hortaliças, que têm ciclo curto”. Embora o cultivo dos cereais de inverno esteja sendo favorecido pelas condições meteorológicas, a estiagem do outono prejudicou as lavouras de trigo e cevada semeadas em abril. “O desenvolvimento normal dessas plantações pode ser afetado em caso de geadas tardias durante as fases de florescimento e espigamento”, explica a pesquisadora. A seca deve causar perdas na produtividade do milho safrinha, a ser colhida em julho.
ALERTA GEADA – Em caso de geada prevista com impacto em culturas sensíveis a baixas temperaturas, o IDR Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para prevenir ou reduzir danos às lavouras. O risco climático é observado nas regiões mais altas do Estado: Sul, Centro-Sul, Centro, Campos Gerais e Sul da Região Metropolitana de Curitiba.
Até o final do inverno, o Simepar emite as previsões para todas as regiões por categorias de intensidade – fraca, moderada ou forte - com antecedência de 72, 48 e 24 horas. O serviço Alerta Geada tem espaço dedicado na página www.simepar.br e envia mensagens a usuários cadastrados por meio do aplicativo WhatsApp. Interessados devem inserir o número (43) 3376-2248 nos contatos e enviar a seguinte mensagem: “Quero receber o Alerta Geada”.
Entrevistas: meteorologista Reinaldo Kneib - Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br
TABELA - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperaturas mínimas e máximas para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro.
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19/3/21
A irregularidade no padrão da chuva continua no outono de 2021
Outono começa abafado e parcialmente nublado com chuva à tarde
Estação terá períodos prolongados sem chuva
O outono começa às 6h38 deste sábado - 20 de março - e termina à 0h32 do dia 21 de junho. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no primeiro dia o tempo fica abafado e parcialmente nublado com chuva à tarde em todas as regiões. A temperatura mínima prevista é de 16 ºC em Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Guarapuava, Rio Negro e na Capital. A máxima deve atingir 33 ºC em Foz do Iguaçu.
“O fenômeno climático La Niña segue atuando sobre as águas do Oceano Pacífico Equatorial, influenciando o clima no Paraná, mas perde força e tende a dissipar-se até o final da estação”, observa o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. O cenário climático indica redução gradual do volume de chuva, que deve ficar abaixo da normalidade: “Estão previstos vários períodos prolongados sem chuva”, informa Kneib. Os principais eventos chuvosos serão causados por frentes frias.
No decorrer da estação, as manhãs e noites se tornam mais frias enquanto as tardes seguem quentes. A partir de maio, ondas de ar frio e seco serão mais frequentes e intensas, provocando expressivo declínio da temperatura do ar. Segundo o meteorologista, “haverá alguns dias muito frios intercalados com períodos de calor”.
Os veranicos, os nevoeiros e as geadas são fenômenos típicos da estação no Paraná, com intensidade e duração variáveis conforme o padrão climático predominante em cada região.
AGROMETEOROLOGIA – Segundo a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), Heverly Morais, o cultivo do milho safrinha será desafiador, pois a semeadura está atrasada devido à estiagem do ano anterior. “A cultura estará nos estágios de floração e início da frutificação, com os grãos leitosos, suscetíveis a danos por geadas e restrição de água e radiação solar”, explica. A situação é mais favorável para a cultura do trigo, bastante tolerante aos veranicos e episódios de frio intenso. As geadas moderadas e severas podem causar danos graves às plantações de café e hortaliças.
ALERTA GEADA – O serviço Alerta Geada entra em operação na primeira semana de maio e segue até o final do inverno. O Simepar emite as previsões de geada para todas as regiões do Paraná por categorias de intensidade – fraca, moderada ou forte - com antecedência de 72, 48 e 24 horas. Mensagens são disseminadas por celular e e-mail para usuários cadastrados, bem como nas redes sociais e veículos de comunicação.
Em caso de geada prevista com impacto em culturas sensíveis a baixas temperaturas, o IDR Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para evitar ou reduzir danos às lavouras. Segundo Heverly Morais, neste ano o serviço será estendido à cultura da maçã, em sua maioria localizada no sul do Estado.
TABELA - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de abril, maio e junho
Entrevistas: meteorologista Reinaldo Kneib - Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br Veja mais ...
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18/12/20
A La Niña ainda domina o verão, mas a estação poderá ajudar a diminuir o déficit hídrico no Paraná
Verão chega nesta segunda-feira com tempo instável, prevê o Simepar
O verão começa às 07h02 desta segunda-feira - 21 de dezembro – e termina às 06h38 de 20 de março de 2021. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a previsão para o primeiro dia é de tempo instável, parcialmente nublado com pancadas de chuva em quase todo o Estado, exceto na região de Pato Branco onde fica firme. A temperatura mais baixa prevista é de 16 ºC em União da Vitória, Pato Branco e Laranjeiras do Sul. A mais alta deve ser registrada em Jacarezinho: 34 ºC.
“Presente na primavera, o fenômeno climático La Niña continuará ativo, com intensidade fraca a moderada, perdendo força no final do verão”, afirma o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. Além disso, uma bolha de água mais quente se forma na Costa Sul do Brasil, Uruguai e Argentina, com tendência a diminuir em fevereiro. “O cenário climático global indica temperatura média do ar próxima à normal climatológica, porém estão previstos dias consecutivos de altas temperaturas, que podem causar desconforto térmico”, informa.
A ocorrência de chuvas ficará entre ligeiramente abaixo e próxima à média climatológica em todas as regiões, mantendo-se a distribuição espacial e temporal irregular verificada nos últimos meses. São previstos vários dias consecutivos de tempo seco e muito quente. A severidade e a localização das tempestades típicas da estação só podem ser verificadas em curto ou curtíssimo prazo. “Apesar da previsão de chuvas mais frequentes do que as registradas na primavera, o panorama para o primeiro trimestre de 2021 é de recuperação lenta dos níveis dos reservatórios de abastecimento de água no Paraná”, observa Kneib.
Historicamente, o verão é a estação mais chuvosa no Paraná. Em todas as regiões são comuns as chuvas intensas, pontuais, de curta duração e com muitos raios, frequentemente acompanhadas de vendavais e granizo. A causa está na associação entre sistemas atmosféricos de mesoescala – tempestades isoladas, linhas de instabilidade e aglomerados de nuvens convectivas -, aquecimento diurno mais intenso e aumento da umidade do ar. As temperaturas mais altas geralmente são verificadas nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral.
DESASTRES NATURAIS – Durante o verão, a Defesa Civil Estadual estará atenta em tempo integral a situações meteorológicas adversas que possam causar desastres. Segundo o tenente Marcos Vidal da Silva Junior, analistas especializados orientam os coordenadores municipais sobre procedimentos preventivos e de apoio a populações afetadas por eventos climáticos severos, especialmente as pessoas mais vulneráveis. Além disso, a Defesa Civil Estadual dispõe de materiais e logística para chegar aos locais afetados, garantindo rápido atendimento.
Com base nas previsões do Simepar, o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) dispara alertas às prefeituras e à população. Interessados em receber as mensagens devem enviar por SMS o número do seu CEP para 40199. Mais informações estão disponíveis em www.defesacivil.pr.gov.br/Pagina/Alerta-SMS.
A página da Defesa Civil Estadual também dá dicas de como agir para se proteger em caso de alagamentos, deslizamentos ou vendavais, comuns no verão: http://www.defesacivil.pr.gov.br/servicos/Seguranca/Defesa-Civil/Saber-como-agir-em-caso-de-desastres-ambientais-0GNAl2o8.
AGROMETEOROLOGIA – A pior seca de toda a história paranaense ocorrida neste ano prejudicou a implantação das safras de soja e milho, em alguns casos sendo necessários o replantio e a adequação de cultivares de ciclos mais curtos. Segundo a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Heverly Morais, “a perspectiva de chuvas e temperaturas dentro das médias históricas favorece o desenvolvimento da agricultura neste verão, com boa produtividade, beneficiando a soja, o milho e as frutíferas em geral”. Recomenda-se o cuidado intensivo para com as hortaliças, que podem ser afetadas pelas chuvas fortes e temperaturas elevadas. Após a longa estiagem, a produção da massa verde está sendo recuperada. “A preocupação se volta ao milho safrinha, principal cultura do outono, que teve sua semeadura impactada”, finaliza.
TABELA 1 - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de janeiro, fevereiro e março
Região
Janeiro
Fevereiro
Março
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva(mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Litoral
240-420
20,6
30,3
250-390
21,1
30,4
190-400
20,2
29,1
RMC
130-210
16,2
25,9
110-160
16,7
26,2
100-155
15,7
25,0
Centro
140-230
16,5
26,9
120-190
16,6
26,4
105-200
15,5
25,9
Sul
150-230
16,6
27,4
150-210
16,8
27,3
105-180
15,8
26,3
Sudoeste
130-230
18,0
29,0
150-220
18,0
28,3
105-165
16,8
27,9
Oeste
120-200
19,0
28,5
120-190
18,9
28,3
100-220
18,2
28,2
Norte
140-230
19,5
29,0
120-190
19,6
29,5
100-175
18,6
29,4
Fonte: Rede Agroclimatológica IDR Paraná
Entrevistas: meteorologista Reinaldo Kneib - Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br Veja mais ...
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22/9/20
Sob o signo da La Niña, a chuva ainda será irregular e mal distribuída durante a primavera no Paraná
Influenciada por La Niña, primavera começa ensolarada em quase todo o Paraná
A primavera começa às 10h31 desta terça-feira – 22 de setembro – e termina às 07h02 de 21 de dezembro. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia da estação será ensolarado em quase todo o Estado. O tempo fica nublado apenas em Curitiba e Região Metropolitana, no Norte Pioneiro, nos Campos Gerais e no Sudeste. Há previsão de chuva no litoral. As temperaturas devem variar entre 4 ºC em Rio Negro e 29 ºC em Umuarama, Guaíra e Foz do Iguaçu.Segundo o coordenador de Operação do Simepar, meteorologista Marco Jusevicius, “o fenômeno La Niña será o principal drive climático na primavera do Hemisfério Sul, com intensidade variando de fraca a moderada”. Ela provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões climáticos.No início da estação, as temperaturas apresentam maior amplitude térmica – a diferença entre os valores mínimos e máximos diários – a qual tende a diminuir com a aproximação do verão. A temperatura média do ar deve manter-se próxima ou ligeiramente acima da normal climatológica. Estão previstas grandes variações em períodos curtos, causadas pelo rápido deslocamento de frentes frias e tempestades intensas, características da estação no estado. São esperados períodos prolongados sem chuva semelhantes aos ocorridos no outono e no inverno deste ano. “As chuvas devem aumentar progressivamente, mas os volumes ficarão próximos ou abaixo da normal climatológica, com distribuição espacial muito irregular”, afirma o meteorologista.Os eventos meteorológicos severos - como fortes rajadas de ventos, granizo e muitos raios - só podem ser detectados em curto prazo. Para receberem alertas por SMS, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o número 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).ESCASSEZ HÍDRICA – O cenário climatológico indica a permanência da crise hídrica no Paraná. O Simepar faz o monitoramento hidrológico, que é o acompanhamento em tempo real das condições das 200 bacias hidrográficas paranaenses. Para tanto, utiliza alta tecnologia: uma rede telemétrica de 120 estações, antenas de recepção de uma constelação de satélites e três radares instalados em Teixeira Soares, Cascavel e Curitiba.Os dados são coletados em medições horárias e sub-horárias das chuvas, temperaturas e vazões dos rios. Na sequência, são integrados e processados por sistemas computacionais, gerando produtos geo-espaciais. Após análise dos dados atuais e históricos, os meteorologistas emitem uma previsão tradicional para até 15 dias e outra climática sazonal, atualizada mensalmente. Além disso, são feitas estatísticas dos quantitativos de chuvas e desvio das médias climatológicas. As informações são compartilhadas no Monitor de Secas do Brasil e na Sala de Crise da Região Sul.INCÊNDIOS – O Simepar também monitora incêndios, queimadas e focos de calor. O Sistema VFogo detecta essas ocorrências em grandes extensões territoriais e áreas específicas. É possível identificar o momento e o local em que o evento teve início, sua evolução, propagação, direção, sentido, intensidade e extinção, bem como o tipo de vegetação - floresta, arbustos, pastagem e agricultura. Os dados são atualizados a cada dez minutos.“Na primavera e no contexto da estiagem, o baixo teor de umidade da vegetação favorece a combustão, a ignição e a propagação de incêndios”, explica o pesquisador e coordenador de Inovação do Simepar, Flavio Deppe. Segundo ele, o VFogo possibilita o lançamento de alertas em tempo quase real.A ferramenta emprega três tecnologias convergentes nas ciências ambientais: sensoriamento remoto por satélites de alta resolução temporal e espacial, processamento de alto volume de dados geo-espaciais em diferentes formatos (Big Data) e modelos matemáticos de análise e aprendizagem gerados a partir de técnicas de inteligência artificial. Combina diversas camadas de informações em interface webgeo com suas típicas funcionalidades, como escala, zoom e pan. As imagens de uma mesma área são apresentadas em diferentes modos de composições. O modo “true color” ou “visível” evidencia a fumaça. O modo “infravermelho” destaca as temperaturas mais altas. Já o modo “fusion” faz uma fusão de ambos para realçar os pontos de fumaça, fuligem e particulados. AGRICULTURA – “A previsão de uma primavera mais seca neste ano devido à influência de La Niña é preocupante para a agricultura”, observa a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Heverly Morais. Segundo ela, as culturas de soja, milho e feijão podem ser impactadas pela estiagem prolongada. Como estratégia de proteção, Morais recomenda escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes. Também sugere começar a semeadura no período adequado, não utilizar população de plantas superior à indicada, plantar sementes de boa qualidade e cultivares adaptadas à região, mantendo o equilíbrio nutricional das plantas.“Como os veranicos são recorrentes durante as safras no Paraná, convém incluir no planejamento agrícola a tecnologia da rotação de cultura com plantas de cobertura em sistema de plantio direto”, afirma. Segundo a pesquisadora, “essa técnica melhora os atributos físico-químicos do solo, favorece o aumento de infiltração de água e aprofunda as raízes, além de reduzir a temperatura e a evaporação em períodos de estiagem fraca ou moderada”.TABELA 1 - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de outubro, novembro e dezembro
Região
Outubro
Novembro
Dezembro
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva(mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Litoral
140-180
16,8
25,2
120-200
18,3
27,4
190-280
19,8
29,1
RMC
100-140
12,3
22,0
70-130
13,8
23,8
110-190
15,4
25,2
Centro
140-200
12,9
24,0
100-150
14,3
25,6
130-200
15,8
26,4
Sul
160-210
12,9
24,0
90-140
14,3
25,9
120-170
15,6
26,8
Sudoeste
180-240
14,5
25,6
120-200
16,0
27,4
140-200
17,5
28,5
Oeste
170-230
15,8
26,3
110-190
16,4
26,9
120-180
18,6
28,3
Norte
100-180
16,0
26,3
110-160
17,5
27,8
150-230
18,5
27,9
Fonte: Rede Agroclimatológica IDR Paraná
Entrevistas: Marco Jusevicius - Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br Veja mais ...
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19/6/20
Simepar prevê inverno com pouca chuva e grandes oscilações de temperaturas em curtos intervalos de tempo
Estação começa neste sábado com sol em todo o Paraná
O inverno começa às 18h44 deste sábado – 20 de junho – e termina às 10h31 de 22 de setembro. Segundo o Simepar, o início da estação será ensolarado em todo o Estado, sem chuvas, com temperaturas amenas pela manhã e altas à tarde. No primeiro dia, variam de 11 ºC em Rio Negro, Ponta Grossa e Telêmaco Borba a 31 ºC em Umuarama.
Segundo o coordenador de Operação do Simepar, meteorologista Marco Jusevicius, “neste ano, as massas de ar frio devem ser menos persistentes do que o normal”. Por essa razão, o inverno apresentará grandes oscilações de temperatura em curtos intervalos de tempo. Em todas as regiões, a temperatura média deve ficar próxima ou ligeiramente acima da normal climatológica. Há possibilidade de “veranicos”, com vários dias consecutivos secos e mais quentes do que o habitual para a estação, intercalados com períodos curtos de frio intenso.
A meteorologia espera o predomínio de massas de ar seco por diversas semanas, inibindo a formação de chuva de grande extensão e volume. “As chuvas devem ficar abaixo ou dentro da média histórica, sem chance de recuperação do déficit hídrico observado desde o ano passado”, observa Jusevicius. Para o meteorologista, “mesmo com a ocorrência eventual de episódios volumosos, são esperados períodos mais prolongados sem chuva significativa, indicando que o trimestre será mais seco do que a média climatológica”. Não haverá influência do fenômeno El Niño. Os modelos climáticos indicam tendência de início de um ciclo da La Niña no final do inverno no Hemisfério Sul.
ALERTA GEADA – Eventuais massas de ar polar podem causar geadas neste ano no Paraná nas regiões próximas à divisa com Santa Catarina e na Região Metropolitana de Curitiba. É mínima a possibilidade de ocorrência nas demais regiões.
O Paraná é predisposto a geadas durante o inverno. Esse evento requer a combinação de ar frio e seco, céu limpo, vento fraco, temperatura abaixo de 5 ºC e umidade relativa abaixo de 70%. Durante a noite, cristais de gelo são depositados no solo e nas plantas. No início da manhã, o gelo reflete a luz solar nas superfícies, fenômeno conhecido como geada branca. Quando não há formação de gelo nas superfícies expostas ao ambiente, o fenômeno é denominado geada negra, com potencial de causar danos severos às plantações.
Para orientar os produtores, já está ativo desde maio o serviço gratuito Alerta Geada, que emite previsões com antecedência de 48 e 24 horas, com base em dados da rede de telemetria do Simepar, Satélite Goes-16 e modelos de previsão do tempo. Mantido pelo Simepar e pelo Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, divulga boletins pelo Disque Geada (43) 33914500, nas redes sociais e páginas www.simepar.br e www.iapar.br.
AGRICULTURA – Havendo previsão de geada, as agrometeorologistas Heverly Morais e Angela Ferreira da Costa recomendam a proteção das lavouras de hortaliças, mudas de café em viveiros e plantas com até dois anos, bem como frutíferas tropicais recém-plantadas, como abacate e manga. Também é preciso prevenir danos causados por geadas tardias às plantações de trigo em fase de florescimento e espigamento e frutíferas de clima temperado, como maçã, ameixa, pêssego e nectarina. O tempo seco no início do inverno favorece o bom desenvolvimento das frutíferas temperadas, café, trigo e milho safrinha – estes últimos um tanto impactados pela seca severa ocorrida no outono.
TABELA 1 - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro
Entrevistas: Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br Veja mais ...
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20/3/20
Outono começa com temperaturas altas
Outono começa com temperaturas altas
O outono começa à meia-noite e 50 minutos desta sexta-feira 20 de março e termina às 18h44 do dia 20 de junho. O Simepar prevê chuva no Norte do Estado. As temperaturas variam entre 13 oC e 33 oC. A mínima deve ocorrer em Guarapuava, Pato Branco e União da Vitória. A máxima será em Foz do Iguaçu. O tempo deve melhorar no sábado, com sol em todas as regiões.
Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o outono paranaense caracteriza-se pela grande variabilidade das chuvas, em sua maioria decorrentes da passagem de frentes frias: “Maio costuma ser mais chuvoso em comparação com abril e junho”, afirma. Os maiores volumes são registrados nas regiões Sudoeste e Oeste. À medida que o inverno se aproxima, as temperaturas diminuem progressivamente. A partir da segunda quinzena de abril, aumenta o risco climático de geadas. “A ocorrência de nevoeiros também é típica da estação, com intensidade e duração variando conforme o padrão de tempo predominante em cada região”, informa Kneib.
A previsão indica que as chuvas seguirão os padrões da climatologia no Paraná. Ao longo do trimestre devem ocorrer os chamados “veranicos” – períodos superiores a dez dias consecutivos sem chuvas. Este cenário para os próximos meses não favorece a recuperação da umidade perdida devido à estiagem dos últimos 45 dias no Paraná. As temperaturas estarão próximas aos valores médios para a estação. “Em todas as regiões, normalmente o outono apresenta grande amplitude térmica diária, que é a diferença entre a menor e a maior temperatura”, observa o meteorologista.
As primeiras geadas devem ocorrer em abril entre as regiões Central e Sul, em áreas de vales e encostas protegidas do vento. Em maio e junho, as geadas devem atingir todas as regiões. Em alguns dias, as temperaturas serão altas à tarde, entrando em declínio quando ingressarem massas de ar frio de forte intensidade. Os modelos dinâmicos e estatísticos sugerem que não haverá influência dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña neste outono.
AGRICULTURA – As baixas temperaturas ocasionadas por massas de ar frio podem afetar o milho segunda safra, principalmente em lavouras implantadas fora do período de semeadura indicado pelo Zoneamento Agrícola de Riscos Climático. Quanto mais tarde as lavouras entrarem nas fases de floração e frutificação, mais suscetíveis ficam aos danos e às perdas pelo frio. A irregularidade e a restrição de chuva previstas para o outono também podem prejudicar o milho safrinha.
O trigo pode ser impactado pela diminuição das chuvas, principalmente nas fases críticas de germinação e emergência das plantas e enchimento de grãos. Geadas fortes na fase de florescimento podem causar redução da produtividade. Para evitar que toda a lavoura seja prejudicada caso ocorra algum evento climático extremo, como seca ou geada, as pesquisadoras do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná Iapar-Emater, Heverly Morais e Angela Beatriz Ferreira da Costa, orientam os agricultores a respeitarem o Zoneamento Agrícola e escalonarem a semeadura em períodos espaçados de duas semanas.
Por serem extremamente sensíveis às baixas temperaturas, as hortaliças devem ser protegidas em caso de previsão de geadas. As plantações de café também ficam vulneráveis, principalmente as mudas em viveiros e plantas com até dois anos no campo. No início de maio, será ativado o Sistema Alerta Geada, que emitirá boletins diários. O serviço mantido pelo Iapar em parceria com o Simepar apresenta sugestões para a proteção dos viveiros e das lavouras cafeeiras recém-plantadas. TABELA 1 - Médias históricas de chuva, temperaturas mínimas e máximas em cada região do Paraná no trimestre abril-maio-junho
Região
Abril
Maio
Junho
Chuva (mm/mês)
Tmín (°C)
Tmáx (°C)
Chuva (mm/mês)
Tmín (°C)
Tmáx (°C)
Chuva (mm/mês)
Tmín (°C)
Tmáx (°C)
Litoral
120-170
18,0
27,0
65-120
16,1
25,2
80-110
13,1
22,9
RMC
55-75
13,3
22,6
50-95
10,6
20,5
60-100
8,7
19,3
Centro
85-150
13,1
23,7
70-160
10,1
21,0
85-150
8,5
19,4
Sul
85-140
13,2
23,8
90-155
10,3
21,1
115-180
8,6
19,5
Sudoeste
110-200
14,7
25,2
90-240
11,8
22,2
125-210
10,0
20,1
Oeste
105-185
15,9
25,8
75-200
13,3
22,5
95-160
11,5
20,5
Norte
80-130
16,8
26,3
70-150
15,0
23,7
50-130
13,7
22,2
Fonte: Rede Agroclimatológica do IAPAR
Fonte para entrevistas: Reinaldo Kneib - meteorologista do Simepar (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br
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19/12/19
Verão entra chuvoso no Paraná, segundo o Simepar
Verão entra chuvoso no Paraná, segundo o Simepar
Festas terão sequência de dias quentes com chuvas nos finais de tarde
O verão no Paraná começa à 1h19 deste domingo, 22, e termina à 00h50 do dia 20 de março de 2020. Segundo a previsão do Simepar, o primeiro dia será chuvoso em todo o Paraná, mas abafado e sem frio. Uma frente fria vinda sul do continente deixa a atmosfera instável. O sol aparece entre nuvens em Curitiba, Londrina, Paranavaí, Jacarezinho, Guaíra, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava e Rio Negro. A temperatura mais baixa prevista é de 15 °C em Ponta Grossa. A máxima chega a 31 °C em Foz do Iguaçu.
“O período das Festas terá uma sequência de dias quentes, com máximas de 28 a 30 °C e chuvas típicas de verão geralmente à tarde”, afirma o meteorologista Reinaldo Kneib. Durante a estação, os regimes de chuvas e temperaturas tendem a seguir as normais climatológicas em todas as regiões. São esperados períodos consecutivos de temperaturas muito elevadas associados a chuvas de curta duração. Episódios de temporais com grande incidência de raios e ventanias podem causar enxurradas e inundações. Oscilações de fenômenos meteorológicos oceânicos como El Niño e La Niña não devem impactar o Paraná.
CLIMATOLOGIA – Historicamente, o verão é a estação mais chuvosa. Os dias se tornam mais quentes à medida que a estação se consolida, com ligeira diminuição em março. “Os volumes totais acumulados de chuvas resultam diretamente da atuação de sistemas atmosféricos de mesoescala, associados ao maior aquecimento diurno e à umidade”, explica Kneib. Essas condições causam chuvas localizadas e intensas, com muitos raios e de curta duração, muitas vezes acompanhadas de vendavais e granizo, em todas as regiões do estado.
Segundo o meteorologista do Simepar, faz parte da climatologia do verão paranaense a ocorrência de frentes estacionadas por alguns dias no Oceano Atlântico, próximas ao Litoral. A circulação dos ventos mantém as nuvens baixas das praias até a Região Metropolitana de Curitiba, o que diminui as temperaturas máximas. No transcurso da estação, as maiores temperaturas ocorrem nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral.
AGRICULTURA – Segundo as agrometeorologistas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Ângela Beatriz Costa e Heverly Morais, as condições meteorológicas previstas para o verão são favoráveis ao desenvolvimento das culturas de soja e milho, bem como ao manejo do gado. A única preocupação é com a semeadura do milho safrinha, que ultrapassará a época estipulada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático. “Como a forte estiagem durante a primavera atrasou a semeadura da soja e do milho, as chuvas significativas de dezembro foram literalmente a salvação da lavoura nas fases mais críticas de necessidade hídrica: a floração e o início da frutificação”, observa Costa.
VERÃO MAIOR – Neste sábado, 21, tem início a operação Verão Maior - Temporada 2019/2020. Ao clicar no ícone do Simepar na página www.verao.pr.gov.br, o interessado terá acesso à previsão do tempo para cada município com horizonte de 15 dias. O Simepar apoia o trabalho da Defesa Civil Estadual para reduzir danos em caso de inundações, alagamentos, enxurradas e tempestades com raios. Para receber alertas meteorológicos por SMS, o interessado deve enviar uma mensagem para o número 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal). O tenente Marcos Vidal da Silva Junior sugere aos veranistas que mantenham em seus celulares o contato da Defesa Civil Municipal e o aplicativo do Corpo de Bombeiros do Paraná, que fornece informações sobre o tempo e o serviço de guarda-vidas. Orientações sobre desastres naturais estão disponíveis no site www.defesacivil.pr.gov.br e nas contas da Defesa Civil Estadual nas redes sociais.
DENGUE – “O Simepar divulgará em todas as suas mídias a campanha do Governo do Estado de prevenção da dengue”, afirma o diretor Eduardo Alvim Leite. No site do Simepar há um link no ícone “Dengue mata. Mude sua atitude”, que direciona o leitor para informações sobre cuidados preventivos, sintomas, tratamento e mitos sobre a doença. Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim as medidas preventivas envolvem o nosso quintal e também os dos vizinhos.
Fonte para entrevistas: Reinaldo Kneib – meteorologista Simepar (41) 33202020
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20/9/19
Primavera chega com temperaturas amenas e sem chuva no Paraná
Primavera chega com temperaturas amenas e sem chuva no Paraná
Primavera chega com temperaturas amenas e sem chuva no Paraná
A primavera começa às 4h50 de segunda-feira - 23 de setembro - e termina à 1h19 de 22 de dezembro. Segundo a previsão do Simepar, no primeiro dia da estação as temperaturas serão amenas na maior parte do Estado. As mínimas devem ficar entre 5 °C em Rio Negro e 17 °C em Guaíra. As máximas devem variar de 13 °C em Curitiba a 29 °C em Paranavaí e Umuarama. O sol aparece nas regiões Sudoeste, Norte, Noroeste, Sul, Oeste, Centro, Norte Pioneiro e Campos Gerais. O tempo deve ficar mais fechado na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral. Não há previsão de chuva.“No Paraná, a primavera caracteriza-se por chuvas intensas e volumosas, resultantes do deslocamento de frentes frias ou quentes e eventos de curta duração, que se desenvolvem por causa das altas temperaturas associadas à maior umidade do ar”, explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. Ao longo da estação, é comum a atuação dos chamados sistemas convectivos de mesoescala que se formam no estado ou no Paraguai, dirigindo-se para cá. Também são frequentes vendavais, granizo e grande quantidade de raios, que só podem ser detectados com antecedência de algumas horas. Neste ano o regime de chuvas acompanhará o comportamento médio histórico, à exceção de outubro, que deve registrar volumes abaixo da Normal climatológica.As temperaturas, por sua vez, costumam oscilar, aumentando à medida em que a estação se consolida. Para este ano, tendem a ficar próximas ou acima da média histórica. Os valores mais expressivos são registrados tradicionalmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral. “Grandes variações nas temperaturas ocorrerão em períodos curtos de horas a poucos dias”, observa Kneib, “devido ao deslocamento de frentes frias e tempestades intensas”. O início da estação apresenta maior amplitude térmica, que é a diferença entre os valores de temperatura máximos e mínimos diários, os quais diminuem progressivamente. Não está prevista a influência dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña.AGRICULTURA – Para a agrometeorologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Ângela Costa, o início da semeadura da safra de verão será dificultado pelo déficit hídrico no solo devido à estiagem prolongada no inverno: “Em condições de tempo seco e temperaturas elevadas, utiliza-se a irrigação para manter a qualidade e a produtividade das lavouras de hortaliças”. O potencial produtivo da cultura do café também pode ser prejudicado, com risco de aumento do índice de aborto. “Por outro lado, a baixa umidade do ar desfavorece a proliferação de doenças, diminuindo as aplicações de agrotóxicos nas lavouras”, observa.TABELA – Variação das médias históricas de chuva e valores de temperaturas mínimas e máximas para cada região do Paraná nos meses de outubro, novembro e dezembro
REGIÃO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Chuva (mm/mês)
TMIN°C
TMAX°C
Litoral
140-180
16,8
25,2
120-200
18,3
27,4
190-280
19,8
29,1
RMC
100-140
12,3
22,0
70-130
13,8
23,8
110-190
15,4
25,2
Centro
140-200
12,9
24,0
100-150
14,3
25,6
130-200
15,8
26,4
Sul
160-210
12,9
24,0
90-140
14,3
25,9
120-170
15,6
26,8
Sudoeste
180-240
14,5
25,6
120-200
16,0
27,4
140-200
17,5
28,5
Oeste
170-230
15,8
26,3
110-190
16,4
26,9
120-180
18,6
28,3
Norte
100-180
16,0
26,3
110-160
17,5
27,8
150-230
18,5
27,9
Fonte: Dados da Rede Agroclimatológica do Iapar
Entrevistas: Simepar - Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR www.simepar.br (41) 33202000
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20/6/19
Inverno de 2019 será ameno e um pouco chuvoso
Inverno será ameno e um pouco chuvoso
Inverno será ameno e um pouco mais chuvoso
O inverno começa às 12h54 desta sexta-feira – 21 de junho – e termina às 04h50 de 23 de setembro. No primeiro dia o tempo fica estável no Paraná, com temperaturas variando entre 8 ºC e 26 ºC. As menores temperaturas ocorrem em Rio Negro, Pato Branco e União da Vitória. Já as maiores estão previstas para Guaíra, Umuarama, Paranavaí e Foz do Iguaçu.Segundo a previsão do Simepar, a estação entra sem chuvas e ensolarada na maioria das regiões. Há condições para formação de nevoeiros ao amanhecer nas regiões Centro-Sul, Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais. O tempo deve ficar encoberto em Guarapuava e Rio Negro e parcialmente nublado na Capital, litoral, nas regiões Central, Centro-Sul, Sul e Norte Pioneiro. O sábado prossegue sem chuvas, com leve aumento das temperaturas. No domingo o sol deve predominar em todo o Estado, com temperaturas entre 8ºC e 27ºC.
Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, “o inverno deve ser ameno, pois a temperatura média do ar deverá ficar acima do comportamento climatológico normal”. Embora se caracterize como a estação mais seca, é provável que neste ano seja ligeiramente mais chuvoso, sobretudo em julho. Estão previstos períodos prolongados sem chuva quando predominarem massas de ar frio e seco. Ondas de calor devem ser mais frequentes em agosto e setembro.O fenômeno El Niño continua influenciando o clima na Região Sul, reduzindo as chances de geadas. No entanto, deslocamentos eventuais de intensas massas de ar frio podem causar geadas e queda acentuada nas temperaturas, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Centro e Campos Gerais.Segundo a agrometeorologista Ângela Costa, “os produtores de café devem ficar atentos às previsões de geadas para adotarem medidas de proteção dos viveiros e das mudas de até seis meses”. O mesmo deve ser feito com as hortaliças. “Já o trigo e o milho devem desenvolver-se normalmente, atingindo boa produtividade”, afirma a pesquisadora.Mantido pelo Simepar e pelo Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, o serviço gratuito Alerta Geada emite previsões com antecedência de 48 e 24 horas. Boletins são divulgados pelo Disque Geada (43) 33914500, nas redes sociais e páginas www.simepar.br e www.iapar.br.A base de dados históricos sobre o inverno paranaense apresenta baixos volumes de chuvas. Julho costuma ser menos chuvoso. Os registros de baixas temperaturas mais expressivos são de Palmas, no Sul do Estado.Tabela 1 - Valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro
Região
Julho
Agosto
Setembro
Chuva (mm/mês)
TMIN (°C)
TMAX (°C)
Chuva (mm/mês)
TMIN (°C)
TMAX (°C)
Chuva (mm/mês)
TMIN (°C)
TMAX (°C)
Litoral
60-160
12,6
22,5
40-90
13,3
22,9
100-200
14,8
23,1
RMC
40-110
9,4
20,8
40-90
10,2
22,2
60-140
9,9
20,3
Centro
40-180
9,1
20,9
20-140
10,4
22,7
70-220
10,6
21,9
Sul
100-160
8,0
19,4
20-170
9,2
21,1
70-240
10,9
22,1
Sudoeste
90-170
10,0
20,8
40-150
11,4
22,8
110-220
12,0
23,4
Oeste
30-130
11,3
23,0
20-160
12,8
25,1
80-200
13,5
24,0
Norte
20-100
11,8ºC
24,1
10-90
13,3
26,2
60-180
14,0
26,0
Fonte: Dados da Rede Agroclimatológica do IAPAR
FIGURA 1 - Previsão probabilística em Tercis – Chuva – Atualização junho de 2019 – Validade: trimestre julho-setembro/2019
Fonte: INMET
Entrevistas: Centro Politécnico da UFPR – Curitiba/PR (41) 3320-2000 imprensa@simepar.br
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